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Conheça a {reprograma}: focada na educação e inserção de mulheres no mercado tech

O setor de tecnologia é o que mais tem crescido no mundo e o número de mulheres que trabalham neste nicho de mercado representam apenas menos de 1/3 da força de trabalho em TI. Apenas 13% dos alunos de ciência da computação são mulheres e 47% acaba desistindo (fonte: INEP/MEC).

É para mudar esse cenário que hoje já existe a {reprograma}, uma iniciativa de forte impacto social que está focada no ensino de programação para mulheres que não têm recursos e/ou oportunidades de aprendizado em tecnologia. Além disso, essa importante plataforma possibilita o aumento da empregabilidade feminina na área tech (ainda dominada por uma grande presença masculina).

Segundo a Gestora de Projetos da {reprograma}, Silvia Rodrigues Follador, uma das razões apontadas desse domínio masculino está na falta de uma divulgação de nomes femininos representativos neste setor: “Pouco se houve falar sobre mulheres importantes na área tech, como Ada Lovelace, criadora do primeiro algoritmo processado em uma máquina, ou Grace Murray Hopper, responsável pela criação da Flow-Matic, que serviu de base para uma das linguagens de programação mais populares em todo o mundo (a Common Business Oriented Language)”.

Perspectivas de crescimento e valorização da presença feminina na área tech

Com o seu projeto “Todas em Tech”, a {reprograma} promete impactar profissionalmente a vida de 2.400 mulheres em condições de vulnerabilidade e formar até o final de 2002 mais de 400 (preferencialmente negras, trans e travestis) em todo o país na área de programação front-end e back-end.

Entre os principais feedbacks das alunas, após a sua formação na plataforma, está a percepção de uma nova visão referente ao posicionamento feminino na área tech. “As participantes dizem que a educação diferenciada na área de programação lhes permitiu não apenas a obtenção de uma capacitação profissional, mas também a compreensão da importância do protagonismo feminino nesse setor”, comenta Silvia Rodrigues Follador.

Conexão direta com o mercado de trabalho

Para facilitar ainda mais a conexão das formandas com o mercado de trabalho na área tecnológica, a startup social paulista tem uma plataforma de contratação. Ao adquirir acesso, a empresa parceira pode divulgar vagas exclusivas para as alunas recém-formadas, realizando todo o processo de seleção, de ponta a ponta, na {reprograma} e acompanhar, por exemplo, o seu desempenho em cada etapa do processo e se comunicar diretamente com elas.

“As empresas podem publicar a vaga como aberta, no qual qualquer aluna inscrita na {reprograma} pode se candidatar, além de publicar a vaga fechada e destiná-la apenas para um grupo de programadoras pré-selecionadas pela área de recrutamento e seleção”, explica Silvia Rodrigues Follador.

Como as mulheres podem se cadastrar na plataforma

O convite para se cadastrar na plataforma acontece de duas formas: na primeira (exclusiva), a aluna só pode se candidatar por meio de um convite. Já na segunda (aberta), qualquer aluna cadastrada na plataforma pode se candidatar.

Na versão beta, lançada em agosto, o foco da empregabilidade foi para as alunas formadas no “Todas em Tech” (no primeiro semestre) e trouxe a criação de dois componentes importantes:

– Criação de perfil para alunas que concluíram os primeiros dois cursos do projeto (com informações como: formação, experiência profissional, habilidades e competências, além de exibição de portfólio e outros projetos que as alunas já desenvolveram ou estão em processo de desenvolvimento). Até o momento, há 72 alunas cadastradas, sendo que 80% são negras, 9% trans ou travestis. Além disso, 70% são do Norte e Nordeste.

– Criação de perfil para empresas parceiras com informações (em um breve descritivo) sobre o número de funcionários, site, possibilidade de subir um vídeo e/ou apresentação institucional, além de possibilitar a participação da pessoa recrutadora que será responsável pela navegação na plataforma com a descrição da vaga e seu respectivo processo seletivo de ponta a ponta. Também a empresa poderá executar o seu processo seletivo por meio da plataforma (triagem, teste técnico, entrevistas e comunicação direta com as alunas).

Para futuras versões da plataforma, já existem expectativas de disponibilização de materiais de apoio para as alunas, tais como: textos, e-books e vídeos. A {reprograma} abre assim uma grande oportunidade de abertura de novos canais de acesso à área tech para as mulheres em vulnerabilidade e sua maior inserção no mercado de trabalho.